Gal Gadot, Chris Pine e a diretora Patty Jenkins voltam no
segundo longa da tão famosa heroína dos quadrinhos: a Mulher-Maravilha. Lançado
nos cinemas dia 24 de dezembro, com um pouco mais de uma semana
Mulher-Maravilha 1984 já é o filme que mais arrecadou em bilheteria desde o
fechamento dos cinemas por conta da pandemia do COVID-19, com mais de US$ 36,1
milhões somente nessa semana.
A trama se passa na década de 80, em que a tecnologia está em alta e a busca pelo petróleo também. Além de Diana nos é apresentados dois novos personagens: Max Lord, um empresário beirando a falência e Barbara Minerva, colega de trabalho de Diana, tornando-se ao longo do filme a Mulher-Leopardo (Cheetah). Diana e Barbara têm contato com um artefato antigo e mágico, onde nos é dado o que nós mais desejamos. Com isso Steve Trevor está de volta, mas o poderoso artefato cai nas mãos do ambicioso Max Lord, que deseja cada vez mais poder. Juntos, Steve e Diana vão tentar parar uma catástrofe global.
Após ver o filme notamos algumas falhas, não que o filme seja ruim, pelo contrário, é bom, mas não chega nem aos pés do primeiro. Narrativa e roteiro meio rasos, como por exemplo a justificava que encontraram para o retorno de Steve parece um tanto quanto preguiçoso, outras cena que também deu essa impressão é quando Diana e Steve simplesmente roubam um caça de um aeroporto como se fosse super normal e sem nenhuma dificuldade. Nessa mesma cena, nos é apresentado sem mais nem menos um poder de Diana de deixar as coisas invisíveis, sendo que nem no primeiro filme foi citado tal poder e não teve um trabalho/ preparo do mesmo.
Em algumas cenas os efeitos especiais deixam a desejar, dado a impressão de serem bonequinhos de animação” pulando para um lado e para o outro. Os vilões também não são tão convicentes, dando a impressão de até mesmo não possuir vilões, até porque todos são manipulados por um Deus da mentira e trapaça que nem sequer foi citado direito na trama. Sendo assim, os vilões não apresentam fortes argumentos e motivos para se tornarem quem são, são motivos rasos, como busca por mais poder ou querer ser atraente ( no caso da Cheetah).
Apesar desses pontos negativos algumas cenas são emocionantes, principalmente as de Diana e Steve, o visual do filme também em si é muito bonito, com várias cores e uma nova armadura dourada remetem bem a década de 80. Além disso tudo, possui uma cena pós créditos maravilhosa e nostálgica.
Como disse anteriormente, o filme é bom, mas não chega ao nível do primeiro. Acredito que seria bem mais interessante adaptar para o segundo filme o contexto da Segunda Guerra Mundial, assim como adaptaram a primeira no primeiro filme. Esse vazio no tempo sem nem contar como Diana defendeu o mundo do regime nazista dá a impressão de um furo na história. Seria mil vezes mais emocionante ver uma cena da nossa heroína entrando em algum campo de concentração e sofrendo por ver as atrocidades que o governo de Hitler fez, seria uma boa oportunidade de mostrar a nós o quanto Diana é humana.
Ontem mesmo, dia 27 de dezembro a Warner já confirmou o terceiro filme da heroína, juntamente com Gal Gadot de volta no papel principal e Patty Jenkins de novo na direção, esperamos que o terceiro seja melhor e não tão “raso” igual ao segundo.
Informações sobre o filme:
Duração: 2h35min
Nota no IMDb: 5.9/10
Minha nota: ★★★
Classificação indicativa: maiores de 12 anos
Confira o trailer do filme abaixo:




ameiiiii, arrasando como sempre nas resenhas
ResponderExcluirThatyana você é incrível, por favor entenda
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