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David Attenborough e Nosso Planeta (2020)

 Você provavelmente já deve ter visto um velhinho de cabelos brancos falando sobre a fauna e a flora em algum canal de TV, mas você sabe quem é esse senhor? Esse senhor se chama David Attenborough , e é um naturalista britânico de 94 anos de idade, tendo iniciado sua carreira aos 20. Nos últimos 57 anos David Attenborough foi a voz e a face de diversos programas sobre história natural, sendo a maioria deles para a rede britânica BBC. Em 2020 David vem em um novo projeto em parceria com a Netflix, o documentário “ David Attenborough e o Nosso Planeta” (A Life on Our Planet, em inglês) com a direção de Alastair Fothergil, Jonne Hughes e Keith Scholey.


 No documentário o famoso naturalista conta sobre sua trajetória profissional e analisa a evolução da vida e a extinção no planeta,  abordando questões extremamente importantes como por exemplo o acelerado crescimento populacional e a perda de território e vida selvagem nos últimos anos causados por nós, fazendo-nos refletir sobre situações como: até que ponto vamos continuar esgotando todos os recursos do planeta de forma incontrolada prejudicando toda a biodiversidade e toda a vida do nosso planeta?

(David Attenborough ainda jovem com Gorilas da Montanha)


 Além apresentar diversas filmagens deslumbrantes sobre a fauna e a flora dos nossos mais variados biomas, uma boa sequência de filmagem e falas, com toda certeza, o conteúdo e as questões propostas no documentário são o ponto mais forte, chegando em alguns casos a serem até chocantes para o espectador ao ponto de refletirmos e pararmos para pensar coisas do tipo: “o que eu estou fazendo para tornar o mundo melhor? O que eu posso fazer? E como posso fazer?”, a indignação e o fato de querer fazer algo para mudar isso tudo em que estamos vivendo foi algo bem presente em mim enquanto assistia. Muitas vezes achamos que somos impotentes e que não temos opções ou não fazemos diferença, mas, nós fazemos sim diferença! Uma mente tocada, um pensamento mudado conta sim e muito para o mundo, são a partir de pequenas ações e gestos que grandes coisas surgem. 


(imagens do documentário)

  De todos os documentários que já assisti, esse foi de longe o que mais me tocou e me fez sair com um pensamento ainda mais forte sobre essa ideia de criar um mundo sustentável onde podemos viver em harmonia com a vida selvagem. Como abordado no documentário, é essencial que o governo dê subsídios e demarque áreas protegidas a fim de preservar o bioma local, o governo tem uma participação grande nessa ideia de um mundo sustentável, e sem a colaboração, fica impossível chegar a tal objetivo.

 Um momento em que me senti triste, indignado e até preocupado, é quando nos é apresentado as expectativas (se continuarmos no mesmo rumo) das próximas décadas, 2030, 2040, até 2100, nos deparamos com uma Terra completamente diferente, escassa de alimentos, sem florestas tropicais que regulam o ciclo da água do mundo inteiro, queimadas, derretimento das geleiras, tempos climáticos incertos, aumento da temperatura global em 4°C decorrente do aquecimento global e o pior de tudo: uma 6ª extinção em massa, sendo que alguns cientistas acreditam que esse fenômeno já está até acontecendo por causa de ações humanas.

"É um mundo. E está sob nossos cuidados. Pela primeira vez na história da humanidade, pela primeira vez em 500 milhões de anos, uma espécie tem o futuro na palma de suas mãos."


David Attenborough


  A última extinção em massa, como sabemos, foi a da era dos dinossauros, onde um grande meteorito se colidiu com a Terra causando a morte desses seres ao longo de um bom tempo, pois como sabemos, o processo de extinção em massa não é algo instantâneo, mas, infelizmente, o fator humano parece ter acelerado esse processo, e o que era para durar milhares, milhões de anos, está a uma geração de chegar. Assustador e terrivelmente triste, não acha?




Mas ainda temos tempo de reverter todo esse processo, David Attenborough nos apresenta alguns deles, políticas de limite de filhos por casais, como as implantadas na China, se fossem seguidas em todo o mundo, ajudaria a manter o crescimento populacional estável, acarretando vários outros fatores, com menos bocas para comer, a necessidade de produção de alimentos em longa escala também iria diminuir, disponibilizando assim áreas para o reflorestamento e proliferação da vida selvagem novamente, mantendo todo o equilíbrio do planeta, evitando o fenômeno da extinção em massa, que é um processo que, uma vez iniciado, é irreversível.


  Este é um documentário indispensável, daqueles que acredito que todo mundo deveria ver pelo menos uma vez na vida. É daqueles que não fazem ficarmos em processo de reflexão durante 3 dias, e sim para o resto da nossa vida. Além de nos mostrar essas sérias questões e a atual realidade que estamos vivendo, o triste futuro que nos espera (se mantermos do mesmo jeito em que estamos vivendo), também proporciona formação de novas ideias, pensamentos e ações no nosso dia a dia. Me senti na obrigação de alguma maneira, tentar levar isso para a maioria das pessoas que eu poderia alcançar, então por isso, decidi fazer essa crítica aqui. Assista, mude seu pensamento, e abra os olhos para o que está acontecendo ao seu redor! Espero que tenham gostado e até a próxima :)  

Sinopse:

"O naturalista britânico fala sobre sua trajetória e a evolução da vida na Terra, lamenta a perda de áreas selvagens do planeta e oferece sua visão de um futuro possível."

Informações sobre o documentário:

Gênero: documentário/biografia
Duração: 1h23min
Classificação: 10
Nota no IMDb: 9,1

Minha nota : ★★★★★
(primeiro avaliado com 5 estrelas do blog, vale à pena mesmo!)
Confira abaixo o trailer do documentário:



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